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Enquanto Ainda Dá Tempo: o que acontece quando o corpo diz basta


Uma história sobre  descobrir que a vida só começa quando paramos de fingir que já a temos.
Uma história sobre descobrir que a vida só começa quando paramos de fingir que já a temos.


Julho traz para a Oficina Box um lançamento que fala diretamente com quem vive correndo — e não sabe mais por quê.


Enquanto Ainda Dá Tempo, primeiro romance de Luiz Fernando Costa, é uma ficção contemporânea que se debruça sobre um dos dramas mais silenciosos da modernidade: a vida no piloto automático. Aquele estado em que tudo parece funcionar, mas nada mais ressoa.

Benício, o protagonista, aos 42 anos, tinha metas batidas, reuniões intermináveis e uma rotina que o afastava de tudo o que não cabia em planilhas. Casado, sem filhos, ele construíra exatamente o que prometera — e ainda assim sentia que algo essencial tinha sido deixado para trás. Até que o corpo disse basta.


Diante da fragilidade da própria existência, Benício se vê diante de uma pergunta que não cabe em relatórios: estaria vivendo, ou apenas administrando os dias?

A resposta não vem de uma revelação. Vem de uma lista. Dez coisas que sempre quis fazer e nunca teve coragem. Dez formas de reencontrar quem foi, quem magoou e quem ainda está ao seu lado — esperando que ele perceba que o tempo, afinal, não escorre: ele é usado. Ou desperdiçado.


Luiz Fernando Costa escreve com uma prosa precisa e tocante, capaz de transformar o cotidiano de um executivo em espelho. Seu ritmo é impecável: frases curtas que fazem o leitor sentir o peso de cada palavra, e diálogos que ficam com a gente dias depois de fechar o livro. A cena da carta ao pai, por exemplo, é o tipo de passagem que não se lê — se sente.


Enquanto Ainda Dá Tempo não é um manual de desenvolvimento pessoal. É um romance sobre o peso do que deixamos incompleto e a coragem de voltar atrás. Sobre descobrir que a vida só começa quando paramos de fingir que já a temos.


A edição da Oficina Box traz uma capa que dialoga com essa essência: o caderno de couro, objeto catalisador da narrativa, em destaque, cercado pelas memórias que deixamos para trás — e as que ainda podemos resgatar.


Disponível a partir de julho. Enquanto ainda dá tempo.




 
 
 

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